segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Simplesmente Bárbara."(Parte 2)

Paul era um cara muito gente boa, parecia que nos conhecíamos a bastante tempo...
- Rob, agora é a hora de mostrar o porquê de você ter vindo ao mundo... Solte sua voz...
Todos riram... mas a entonação que Perry falou era engraçada... O que fez até eu rir...
- Bah, que música que você quer que eu cante?
- Hum, Let me sign... pra começo... (risos)
- Ok! Vamos lá pessoal? Todos aos seus postos...
Ele cantando era uma coisa mais que perfeita... Ele demonstrava tudo o que precisassem em sua voz, em sua música, em cada expressão... Acho que eu estava frente a frente com o melhor cantor do mundo... Porque na minha opinião, o melhor cantor é o que faz com que possamos sentir em sua voz o que ele quer transmitir... Vou confessar que meus olhos encheram de lágrimas, mas se eu chorasse ali, ninguém ia entender... Que felicidade... Nunca tive todos os sentimentos tão a flor da pele assim... Era delicioso ouvir ele cantando! Ele cantou mais umas três músicas... Uma do Van Morrison, a Soul... Stray dog e To roam... Perfeito!
- Amor, o que você achou?
- Tem algo maior do que perfeito?! Excelente! Lindo!
- Uau, que ótimo que você gostou... Foi tudo com o maior carinho do mundo...
Ele me deu um abraço bem forte, me apertou tanto que quase eu parei de respirar...
- Hora de irmos... Já está tarde... E hoje quero levar ela em um Pub... Vocês querem ir galera?
- Rob, os nossos amigos vão cantar no Pub Irlandês hoje... se vocês quiserem... Apareçam por lá.
- Ok, qualquer coisa eu te ligo... Tchau gente!
- Tchau meninos, amei o trabalho de cada um... E foi um prazer conhecê-los!
- Obrigada Bárbara, pode aparecer por ai qualquer hora, ok?
- Pode deixar... Tchau, tchau.
Na volta passamos num fast food... Acho que o melhor que eu já comi na vida... In-Out-Burguer... Perfeito! Passamos no meu hotel... Peguei algumas roupas... E fomos pra casa dele... Dormimos um pouco... abraçadinhos... E quando deu umas 9pm acordamos e fomos arrumar... Ainda bem que eu já tinha esquematizado minha roupa... Porque senão eu ia demorar mais ainda...
Vesti um vestido verde, curto, com uma meia preta fio 80, porque se estivesse frio eu estava preparada... Coloquei um cinto preto na cintura... Calcei um sapato confortável e de salto alto. Um brinco de argola, uma maquiagem leve e que realçasse os olhos... Eu estava pronta!
Ele estava deslumbrante... Com uma camiseta branca e uma jaqueta por cima, e calça preta, com tipo um sapatênis. Modéstia parte, estávamos o casal mais lindo de Los Angeles. (risos)
- Amor, você está linda...
- Você também...
E nos beijamos...
- Vamos?
- Vamos sim...
Pegamos um táxi e chegamos a um pub... Estava lotado. Encontramos com os amigos dele por lá... Sentamos... E ficamos conversando um tempão... Bebi todo tipo de vodka e o gatissimo Robert entornava todas as cervejas... Bebi whisky e outras bebidas que nem lembro o nome... Nós dançamos... Eu ficava em pé toda hora.. Porque eu sei que se eu sentasse a bebida me matava... (risos)
Eu devia beber mais vezes ali nos EUA... porque eu tinha uma facilidade de falar inglês fluente... Que era uma beleza... Se eu falasse algo errado a culpa era da bebida...
Ficamos horas e horas por lá... Na hora de embora... Foi uma coisa... Sorte que eu tinha o endereço do Robert anotado... Porque acho que nem ele lembrava... Fomos pra casa dele... Estávamos em uns amassos, que acho que o taxista ficou meio constrangido... E esses amassos continuaram na casa dele... e tiramos as roupas... e falávamos coisas que eu nem lembro... E deu no que você está pensando agora... Foi perfeito... Mas também se não fosse, eu tava bem alcoolizada e ele também...
No outro dia eu acordei primeiro... Tive tempo pra pensar muito e curtir minha ressaca... Que dor de cabeça mais ... Tomei banho... fiz o café da manhã... fiz torradas... ficaram gostosas até... Voltei pro quarto, e ele estava dormindo... parecendo um anjo... Observei ele dormindo por muito tempo, até o telefone tocar e estragar tudo... Corri pra atender... pra não acordá-lo... mas foi inútil... Atendi o telefone, e sabe quem era?! A irmã dele, a Lizzy, ela foi um amor de pessoa comigo... Ai expliquei que ele tinha acabado de acordar... Acordar não, se mexer na cama... Ela desligou, e eu voltei pra cama pra observá-lo espreguiçar...
- Bom dia SR Robert dorminhoco...
- Bom dia SRA Pattinson.
Olhei assustada mas nem disse nada a respeito.
- Vamos tomar café da manhã?! Eu que preparei...
- Oh, vamos sim... Ai que dor de cabeça...
- Aqui amor, o remédio e a água...
- Hum, que gracinha...
- Tenho que cuidar do que é meu (risos)
Tomamos um café da manhã feliz da vida... Daquele jeitinho... Aconchegante... Eu não cansava de olhar pra ele, de admirá-lo... Era um sonho que ninguém me despertava, um sonho que só tinha dias e noites mais coloridos... Eu precisava acordar, e rápido... antes que o tombo se tornasse maior do que já ia ser...
- Robert, eu preciso ir pro meu hotel... Preciso colocar minha cabeça em ordem...
Ele me olhou meio assustado, sem entender nada...
- Por que?! Eu fiz alguma coisa que você não gostou? O que está acontecendo?
- Está muito surreal pra mim, tudo está acontecendo muito rápido... E eu nem sei ao menos o que estou fazendo...
- Eu sei, você está com um cara idiota que chama Robert Pattinson, e que todas acham que é o melhor cara do mundo... Sou muito besta...
Passo a mão em seu rosto e digo:
- Não, estamos falando de homens diferentes então... eu não conheço esse Robert Pattinson idiota... Eu conheço um Robert que hoje é a sensação do momento, e que conquistou tudo pra chegar onde está... Que seu sonho é ser músico, e sei que se ele quiser, ele pode conseguir isso e até muito mais!
- Você é incrível! Seu jeito, seu olhar, o modo como você me vê em tão pouco tempo que nos conhecemos...
- Sou meio que adivinha... (risos) Eu te acho um cara muito legal e que tem muitas potencialidades...
- Trás suas coisas pra cá... Roupas, malas e tudo... Larga o hotel e fica aqui, comigo.
Fiquei meio pasma com tudo que ele estava me falando... Mas eu estava gostando da idéia... Poxa, eu estava gostando dele...
- É complicado... Sei lá... Eu gosto de... mas... num sei... estou com medo...
- Medo? De que?
- De perder algo que eu não tive...
- Não, você não vai perder! Acredite a cada dia que passa você ganha mais...
Fiquei um tempo pensando em tudo... Passou um filme da minha vida... E ele me observava, acho que meu silêncio o deixava cada vez mais inquieto...
- Robert...
- Bárbara... Vem pra cá!
Me deu um abraço bem apertado...
Era como se ele fosse o meu anjo da guarda... algo assim... Estava tudo tão tranqüilo e mágico com ele...
- Você tem que gostar de mim de qualquer jeito heim... banguela, gordo, sem dinheiro e feio...
- Sério?! Essa é a hora que eu saio correndo... (risos) Brincadeirinha!
E apertei as bochechas dele... E ele deu aquele sorrisão pra mim...
- Você ta brincando né?! Posso ficar muito pior... Vai ter que me agüentar...
E começou a fazer cócegas em mim... Abusadinho até!
- Prometo! Prometo! E que fique bem claro que fui vencida pelas cócegas...
E sai correndo, porque sei que aquilo ia ter conseqüências... Ele veio correndo atrás de mim... e me abraçou... me virou e olhou no fundo dos meus olhos...
- Eu preciso de você!
- Num faz isso comigo... Eu tenho minha vida, minha faculdade... Meus sonhos...
- Você pode transferir todos pra cá! Eu te ajudo! Você está me fazendo tão feliz... E olha que eu nunca tive tanta certeza de algo como tive agora...
Comecei a cantar pra ele...
- Não tive a intenção de me apaixonar... mera distração, e já era o momento de se gostar...
Ele me beijou e falou que eu tinha que me arrumar pra irmos buscar minhas coisas no hotel... O que eu mais queria é gritar pra todos que eu o amava... Que ele era o cara mais especial do mundo...
- Eu preciso ligar pra minha mãe Robert... Tenho que resolver a questão do meu visto... É muita burocracia... Tem certeza?
- Sim! Eu quero você...
Já tinha dias que estávamos juntos... Que estávamos nesse clima tão gostoso... Eu iria me arriscar... Me arrumei e fomos pro hotel... Ele me ajudou a arrumar cada coisa, dobrar roupas, pegar coisas por todos os lados... Malas prontas! Descemos pro hall do hotel... Pedi pra que fechassem minha conta e ia pagar... Ele não deixou... Falou que eu não estava usufruindo do hotel por causa dele, e que nada mais justo do que ele pagar a conta... Eu aceitei... Queria ver até onde ele seria capaz de fazer as coisas...
- Vamos meu amor?!
- Vamos sim...
Eu estava literalmente, de mala e cuia... (risos)
Chegamos no apartamento dele... Ele falou que me ajudaria a arrumar minhas coisas junto com as dele... no guarda-roupa... O mais engraçado foi ele pegando minhas calcinhas...
- Você vai usar todas comigo... São lindas...
- Usar?! Você as tira rapidão... nem as olha... (risos)
- Engraçadinha! Sei até os detalhes da sua lingerie da nossa primeira noite...
- Você existe Robert Thomas Pattinson?
- Sim SRA Patt... (risos) Quem não existe é o Edward Cullen...
- Só você mesmo... (risos)
Arrumamos cada coisinha... pronto! Eu tinha me mudado pro apartamento do Robert...
Já tinha conversado com minha mãe... ela achou que eu estava fazendo a coisa certa... se era isso que eu queria... No outro dia fomos iríamos à embaixada americana...
Ficamos conversando horas e horas sobre tudo... Ele me contando como faz com as contas e tal... Olhamos na internet faculdades, cursos, entre outras coisas... Mas ainda a minha idéia era voltar pro Brasil e terminar meu curso... Em 1 ano eu conseguiria terminar... Mas ele não aceitava muito bem a idéia... Principalmente porque ele teria muitas gravações do filme... e não daria pra me visitar e nem ficar comigo freqüentemente... Se eu ficasse nos EUA eu iria fazer um curso de International Business ou de teatro... essa era a idéia!
Conversamos quase a noite inteira... fomos dormir de tão cansados e porque tínhamos que resolver questão de visto e tudo...
No outro dia acordamos cedo... Acreditem: Ele acordou primeiro que eu!
Arrumou todas as coisas, nosso café da manhã e documentos... Me acordou...
Tomamos café-da-manhã juntos... e fomos...
Meu visto era de 3 meses, e eu estava ali à 2 meses... Precisava renovar... No meu caso, como tinha o Robert e tudo, eu nem precisava voltar pro Brasil... Resolvemos tudo direitinho e eu fiquei com um visto especial... Amei tudo! Conversamos da possibilidade de eu querer fazer algum curso e tal... E o embaixador disse que só com o curso já definido eu poderia entrar com um processo pra requerer o visto de estudante...
Saímos de lá super felizes!
Fomos almoçar... Comemos no T.G.I. Friday’s... perfeito o sanduíche, as batatas, a coca e a companhia do meu queridíssimo!
- Bárbara, o que nós somos?
- Como assim?
- Agente está junto a um tempo... e não sei o que nós somos...
- Num entendi nada amor!
- Vou ser mais prático...
Ele pegou dois balões do local, que é pra crianças, e começou:
- Estamos juntos já tem alguns dias... e o certo é agente ter algo mais fixo... Quer namorar comigo?! Ótima hora pra fazer a pergunta né?! É que você sabe que sou besta com essas coisas...
- É, É... estou vendo... (risos) Quero sim... só num entendi o porque dos balões...
Ele pegou os balões... escreveu neles... e com a cordinha q segurava o balão fez tipo um nó com um buraquinho... Pegou minha mão e colocou... Ele me entregou o balão, e eu fiz o mesmo...
- Agora olha o que está escrito...
Tinha escrito ROBERT e um coraçãozinho meio torto... Mas a intenção foi perfeita...
- Cada dia você me surpreende... Ainda tem mais?
- Você num viu nada ainda...
E me beijou...
Terminamos de comer... e fomos dar uma volta...
Eu poderia pedir simplesmente que ele me devolvesse minha vida de volta ou continuar a fazer parte da vida dele daqui pra frente... Eu não poderia negar o que eu queria naquele momento... Eu não poderia deixar passar como se fosse mais uma história... Era intenso, verdadeiro... O mais nobre sentimento...
- Vem cá amor...
Me abraçou contra seu peito... Pude ouvir seu coração batendo forte, parecia que ia explodir... Nada mais existia...
Nos olhamos profundamente... Ele passou a mão entre meus cabelos e chegou seu rosto bem próximo ao meu e nos beijamos... Foi um beijo daqueles que você sente até como se tivesse borboletas no estômago... Um beijo que me deixou sem ar, que percorria cada centímetro dos meus lábios... Que oscilava entre movimentos rápidos e lentos... Tentei lhe falar que estávamos em um local público, e que podia ter pessoas olhando nossa promiscuidade... Mas juro, não consegui... Depois de muito tempo, comecei a dar beijinhos em seu rosto, chegando até a orelha, onde sussurrei:
- Acho que temos que ira pra casa agora... Não é coisa que agente faz publicamente...
Ele sorriu e disse: - Concordo meu amor...
Fomos pro nosso apartamento, era gostoso falar isso... No caminho ele me contou que na outra semana teria que viajar pra Vancouver, e perguntou se eu queria ir com ele, mas eu nem podia... Tinha que resolver minha vida estudantil ali... E também ia ser mais complicado ainda conseguir o visto pro Canadá... Ai decidimos que eu ficaria em casa, esperando ele chegar... E ele dizendo que me ligaria todos os dias... Fiz ele estacionar... e começamos a nos beijar... Comecei a provocá-lo...
- Amor, na minha opinião sexo bom é o que mata a pessoa no meio... Mata a pessoa de vontade, de desejo... De tudo...
- Concordo, mas qual é o ponto?
- Vamos ver quem morre primeiro?
- É uma aposta?
- Vamos dizer que seja um desafio... Em que os dois vão vencer de uma forma categórica...
- Muito sugestivo... Quero isso... Os vizinhos vão sofrer as conseqüências... (risos)
- (risos) Posso dirigir?
- Me convença que eu devo deixar?
- Por favor!
Olhei com uma carinha de menina, e passei as mãos por suas pernas... E dei uma leve mordidinha em sua orelha... Ele sussurrou...
- Pode...
Ele quase num deu conta de falar, sai do carro e fui pro banco do motorista...
Voltei dirigindo, e ele ficava me olhando todo tempo... Acho que ele estava me admirando (risos)...
Chegamos no nosso apartamento (risos), até eu acostumar a falar isso... Pedimos comida mexicana... E ficamos namorando no sofá... Até que a coisa começou a esquentar, acho que era por causa da pimenta da comida mexicana... Ele deslizava sua boca em todo meu corpo... o beijava... Sugeri que fossemos pro quarto... e fomos abraçadinhos, nos beijando... Era mágico cada momento que eu tinha com ele, cada prazer, cada sentimento, cada desejo que era explicito por nossos corpos... O magnetismo...
Até o nosso jeito de fazer sexo era diferente... Ou era simplesmente porque eu nunca tinha feito com alguém?! Não sei... Mas era diferente, era intenso... Ele falava palavras de carinho, de amor, que dava pra ver que era do fundo do coração... Ficamos assim por horas e horas... Tínhamos feito uma aposta, e ninguém estava disposto a se entregar... Eu sei que eu não agüentaria por muito tempo, eu estava muito cansada... Mas era difícil dizer: Vamos parar! ... Mas que tinha que tomar a iniciativa ali era eu... (risos)
- Amor, vamos parar? Estou muito cansada... E amanhã temos um monte de coisas pra fazer...
- Tudo bem... Eu também estou esgotado... (risos) Você perdeu a aposta...
- Não, não... Era um desafio, quer dizer, na verdade é um desafio... E você está um ponto na frente... Mas eu quero revanche... outro dia...
Passando as pontas dos dedos por todo o corpo dele...
- Me provoca, e eu entro no seu jogo...
- Hum, mas agora o joguinho acabou... Depois continuamos ele...
Lhe dei um beijinho e deitei... Ele deitou e me abraçou... Ficou com a cabeça no meu pescoço, me enchendo de beijinhos...
- Tão bom estar contigo...
- Eu também acho...
Eu disse com uma voz sonolenta... Não demorou muito tempo, e eu estava dormindo... Tive um pesadelo horrível... Acordei no meio da noite, toda atordoada... E ele acordou e me abraçou...
- O que foi amor? Calma, calma... foi um pesadelo... Eu estou aqui...
Comecei a chorar...
- Foi horrível...
- Não fica assim, eu estou aqui, eu te protejo! Quer falar sobre isso?
- Não, não... Melhor não...
- Você quer que eu pegue uma água ou leite pra você?
- Quero sim, quero um copo de leite...
Ele foi na cozinha pegar meu copo de leite... Eu tinha sonhado que alguém tinha roubado nosso filho, mas não tínhamos um filho... Eu poderia assustá-lo... E depois nós recuperávamos o nosso filho, mas o Robert levava um tiro... E não conseguia sobreviver... Foi horrível!
Ele chegou bem rápido, e eu tomei o leite... Ele sentou do meu lado, me abraçou de novo e disse que tudo iria ficar bem... Porque estávamos juntos... Nos deitamos e ele disse que só iria dormir depois que eu dormisse... Ele disse que estaria protegendo meu sono... Eu deitei, e ele me abraçou... Foi rápido, eu estava com sono... E pra que eu dormisse rápida e serena, era só eu tomar um copo de leite...
No outro dia eu acordei e ele estava sentado em um sofá perto da cama, me observando...
- Eu não queria te acordar, você estava dormindo como um anjo...
- Não se preocupe... Quantas horas são?
-Já são 10 a.m., quer alguma coisa?
- Estou morrendo de fome... (risos)
- Preparei o café, vem tomar...
Me estendeu a mão, e fomos caminhando abraçadinhos pra cozinha... O que era notável é que ele tinha se preocupado muito... Mas eu iria tranqüilizá-lo... Pois não era nada sério...
- Com o que você sonhou ontem?
- Fiquei meio aterrorizada em lembrar desse sonho novamente...
Contei todo o sonho pra ele e em cada coisa que eu perguntava ele questionava... Ele ficou meio assustado...
- Robert, foi só um sonho...
- O engraçado num é isso, eu faria tudo pra defender um filho meu... Acho que é o vínculo mais valioso do mundo... É a união de dois sangues... De possíveis pessoas que se amam... E nasce um fruto... um fruto tão especial e único...
- Lindo ouvir essas palavras...
Ele saiu da cozinha e foi atender o celular...
E eu estava morrendo de fome... Comida igual uma loba... Mas pensando que eu teria que correr mais tarde pra perder as calorias... (risos)
Ele voltou pra cozinha e disse que era o povo da produção do filme, e que ele teria que viajar daqui dois dias... Fiquei um pouco chateada porque ficaria só... Mas era o trabalho dele... E eu compreendia... Logo depois seu celular tocou de novo, era a empresária dele... Eles conversaram por um bom tempo... Deu tempo para eu organizar a cozinha, lavar as louças e deixa tudo impecável... Fui pra sala e ele me puxou pra sentar no sofá com ele, pra me contar o que ele tinha conversado com a produtora...
- Amor, eu fui convidado pra fazer um filme... Vão me pagar muito bem... Só que quero seu apoio... É um papel complexo... E preciso de muita compreensão...
- Claro, claro... Te ajudo em tudo... Até se quiser ensaiar... agente ensaia junto...
Ele me deu um beijo na testa e ficamos abraçadinhos...
O perguntei como seria quando ele estivesse fora... E ele me deu todas as dicas... Ele tinha que fazer uns pagamentos, e eu me ofereci pra fazê-los... Pagar contas de telefone, água, luz, condomínio, essas coisas básicas... E que ele levantou e já foi organizando... E deixando tudo anotado... Falou também que era pra eu resolver a questão do que eu iria fazer... Eu ficaria com o carro dele, então poderia resolver todas as coisas motorizada... As contas dele eram um pouco altas, principalmente pelo tanto de ligações que ele fazia para os pais, amigos e familiares de Londres...
- Amor, você tem uma conta aqui?
- Não, não... Por quê?
- Vamos abrir uma pra você quando eu chegar?! Ou se você quiser fazer isso quando eu estiver viajando... Pra ir adiantando... Você precisa ter uma conta pra podermos fazer movimentações bancárias...
- Ah claro... Vou abrir uma...
Ai ele me falou qual banco que ele tinha, e falou pra eu abrir no mesmo... E ficamos conversando mais e mais...
Ele deixou um dinheiro comigo pra qualquer coisa que eu precisasse e para as contas que eu iria pagar...
Fui ver as roupas dele pra saber se estavam todas organizadas para ele viajar... E estavam limpinhas... E arrumadinhas... Ele iria ficar 8 dias fora... Eu ia ficar um pouco só... Mas acho que aproveitaria pra visitar meus parentes na Flórida...
Depois de tudo organizado ele veio pro quarto me ajudar a arrumar suas coisas...
Arrumamos coisas básicas... Porque no final das contas ele gostava mais de certas roupas... Depois das malas prontas, resolvemos dar uma volta... E fomos em um cinema, assistir um filme de comédia... Foi muito legal... Depois de lá fomos para o Mc Donald... Onde eu me esbanjei... Comemos até!
Conversamos sobre o filme, sobre livros, sobre os pais dele, sobre os meus, sobre irmãos... E tudo que tinha direito... Saímos de lá muito tarde e resolvemos ir direto pra casa, pois no outro dia ele viajaria... Os dois estavam muito cansados... Então ficamos ouvindo música abraçadinhos...

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